BAHIA SANGRA
Menstruar não é opção. O direito à saúde também não pode ser! Exigimos o nosso.




Maria é uma menina baiana de 15 anos que desistiu de estudar pois desde os 12 de idade, todos os anos, perde 2 meses de aula por estar menstruada e não consegue acompanhar a sua turma. Ela não tem dinheiro para comprar absorvente, e, a única vez que ela foi sangrando para a escola, todos a encararam como se estivesse suja. Além disso, ela usa panos mal higienizados para conter sua menstruação porque nunca aprendeu diferente, e ela sequer tem um banheiro decente em casa. Quantos anos será que ela aguenta sem pegar uma infecção? Maria é 25% das meninas brasileiras, que não têm acesso ao absorvente, e precisam se virar com outras alternativas inseguras.

A deputada estadual Olívia Santana, em parceria com o Roda Baiana Girl Up, protocolou o Projeto de Lei n. 24.107/2021 de combate à pobreza menstrual. Ele propõe a distribuição de absorventes em ambientes educacionais, de saúde, e prisionais; além de criar uma política estadual para a conscientização e combate à pobreza menstrual. O primeiro passo está pronto. Mas, nós dependemos de você para ajudar nossas Marias. A sua pressão significa uma voz que fala para o governo baiano “A pobreza menstrual existe. Eu me importo com esse problema e quero mudá-lo”. Quanto mais vozes nós conseguirmos, mais rápido a Assembleia Legislativa da Bahia colocará o PL em votação, e maiores serão as nossas chances de aprová-lo.

Neste momento, existem 11 projetos de lei semelhantes ao nosso protocolados em diferentes estados, dois deles já conseguiram serem aprovados. Nós não podemos deixar a Bahia de fora desse cenário único de visibilidade nacional para a luta feminina. Em 2020, foi gritado ao Brasil que absorvente não é cosmético e menstruação não é tabu, geramos uma força que fez com que medidas políticas fossem tomadas. Agora precisamos da sua pressão para fazer a Bahia reconhecer que a menstruação existe e que a saúde feminina merece cuidados.

#BahiaSangra







13,5 milhões de brasileiros se encontram abaixo da linha de pobreza e consideram o absorvente um item de luxo.
(IBGE)




1,5 milhões de brasileiras vivem em residências sem banheiro, negadas a um dos direitos mais básicos para sobrevivência.



1 em cada 4 meninas brasileiras não possuem acesso ao absorvente.



65% das meninas sem banheiros em condições de uso são negras. Esse é um problema grave e estrutural que também denuncia a desigualdade racial.


QUEM SOMOS

Esse é o movimento de jovens meninas ativistas participantes das organizações Roda Baiana, Valinhos e Malfatti Girl Up.

Somos um movimento global presente em várias comunidades brasileiras que luta pela igualdade de gênero e direitos femininos desde a juventude. Trabalhamos para fazer a diferença unindo as nossas vozes e nos organizando em diversas campanhas sociais em nome da mulher brasileira.










Esta campanha foi criada por jovens meninas ativistas com o apoio do Nossas e da Girl Up.

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